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Limite do MEI: Senado aprova R$ 140 mil e texto vai à sanção

Senado aprova por unanimidade teto do MEI de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, dois empregados e perdão de dívidas. Texto vai à sanção.

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Resumo rápido: O Senado aprovou em 15 de outubro de 2026, por 78 a 0, o PLP 186/2026, que eleva o limite do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também permite dois empregados e perdoa dívidas inscritas na Dívida Ativa até 13/10/2026, e segue para sanção presidencial.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (15), por 78 votos a 0, o projeto que eleva o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, permite contratar até dois empregados e perdoa dívidas de microempreendedores inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Como já tinha passado pela Câmara, o texto segue agora para sanção presidencial.

O que o Senado aprovou?

A proposta é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 186/2026, enviado pelo Poder Executivo em regime de urgência constitucional. Na Câmara, a votação havia ocorrido na quarta-feira (14). No Senado, o relator foi o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), e a aprovação foi unânime.

Na tribuna, Fávaro defendeu a medida: “O microempreendedor individual representa uma das mais relevantes de políticas públicas de inclusão produtiva”.

Segundo a Agência Brasil, é o primeiro reajuste do teto do MEI desde 2018. O governo apresenta a mudança como recomposição da inflação acumulada no período, e não como ampliação real do regime. O impacto estimado nas contas públicas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029.

Como fica o limite do MEI?

Período Limite anual de faturamento
Regra atual R$ 81 mil
2027 R$ 110 mil
A partir de 2028 R$ 140 mil

De acordo com a Rádio Senado, o faturamento considerado é o do ano anterior ao enquadramento. Na prática, isso ajuda quem hoje fatura um pouco acima de R$ 81 mil e corre o risco de ser desenquadrado e passar a recolher como microempresa, com custo maior.

Quem tem direito ao perdão de dívidas?

O texto prevê a anistia integral das dívidas de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Pelos números citados pela Agência Brasil, a medida alcança cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e cerca de R$ 12,6 bilhões em débitos.

O perdão tem duas condições:

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  • Ficar em dia por seis meses: o MEI precisa pagar os tributos que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei. Se atrasar, perde o benefício.
  • Desistir de processos: quem discute esses débitos na Justiça terá de abrir mão da ação, sem pagamento de honorários advocatícios.

O ponto gerou críticas mesmo entre quem votou a favor. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) questionou o tratamento a quem pagou em dia: “Fico imaginando, eles devem pensar, fomos otários, né?”.

O que mais muda?

  • Dois empregados: o MEI poderá contratar até dois funcionários, e não mais um, desde que cada um receba exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria.
  • Licitações: o valor das contratações públicas que podem ser reservadas a microempresas e empresas de pequeno porte sobe de R$ 80 mil para R$ 100 mil.

O que muda para a sua empresa

  • Nada muda hoje. As novas regras dependem da sanção e da publicação da lei complementar. Pela Constituição, o presidente tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar, e pode vetar trechos.
  • MEI perto do teto: quem fatura entre R$ 81 mil e R$ 110 mil pode ter a chance de continuar no regime em 2027, em vez de migrar para microempresa. Vale planejar o faturamento com essa expectativa, mas sem tratar o novo valor como certo antes da publicação.
  • MEI com débitos antigos: dívidas já inscritas em Dívida Ativa até 13 de outubro podem ser perdoadas. Débitos mais recentes continuam valendo e precisam ser pagos normalmente.
  • MEI que quer crescer a equipe: a contratação de um segundo empregado passa a ser possível, com os encargos trabalhistas que isso envolve.
  • Contadores: será preciso revisar a carteira de clientes MEI, identificar quem tem dívida ativa e quem está perto de ultrapassar o limite atual.

O que fazer agora

  1. Consulte sua situação fiscal: veja no Portal do Simples Nacional e no Regularize, da PGFN, se há débitos e se eles já estão inscritos em Dívida Ativa.
  2. Não deixe de pagar o DAS atual: o perdão alcança apenas dívidas antigas e exige pagamentos em dia depois que a lei vigorar. Atrasar agora só cria nova dívida.
  3. Acompanhe a sanção: o texto final, com eventuais vetos, é o que vai valer. Confira a publicação no Diário Oficial da União antes de mudar qualquer plano.
  4. Revise o faturamento de 2026: se você já passou ou vai passar de R$ 81 mil neste ano, converse com seu contador sobre as regras de desenquadramento vigentes, que continuam valendo até a nova lei entrar em vigor.
  5. Mantenha o cadastro em ordem: CNPJ ativo, endereço atualizado e declarações anuais entregues facilitam o acesso aos benefícios quando forem regulamentados.

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Perguntas frequentes

Quando o novo limite do MEI começa a valer?

O limite de R$ 110 mil está previsto para 2027 e o de R$ 140 mil para 2028, mas tudo depende da sanção presidencial e da publicação da lei complementar.

Quais dívidas do MEI serão perdoadas?

As dívidas de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Para manter o perdão, é preciso pagar em dia os tributos dos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei e desistir de ações judiciais sobre esses débitos.

Quantos empregados o MEI poderá ter?

Até dois, desde que cada um receba exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional. Hoje o limite é de um empregado.

Se eu já passei de R$ 81 mil em 2026, continuo MEI?

Enquanto a nova lei não estiver em vigor, valem as regras atuais de desenquadramento. O ideal é avaliar o caso com o contador antes de tomar qualquer decisão.

Fontes

Texto escrito pela equipe da Via Business a partir das informações publicadas por:

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